Mossad - Braço bem longo

Acabei de ler "By way of deception" de Victor Ostrowsky.
De origem canadiana, fez parte da elite dos serviços secretos israelitas, Mossad.

Passando por um treino faseado em que teve de prestar provas como:
- um instrutor escolher na rua um apartamento e exigir que ele estivesse dali a 5 minutos a acenar da varanda. Safou-se batendo á porta e dizendo que era da câmara municipal e que queria instalar, pagando claro, uma câmara para monitorizar acidentes de viação.
- irem a um restaurante e ser obrigado a se conseguir sentar á mesa e meter conversa com alguém que já estivesse a comer.
- ficar á noite na rua e fazer um desenho pormenorizado de um prédio, passando por turista. Apareceu a policia (e a Mossa não pode andar com BI na rua mesmo sendo obrigatório e de facto necessário em Israel). Perguntaram porque estava ele a desenhar um banco. Não tinha BI, foi preso. Perguntaram que fazia. Disse que era artista. Onde espunha quadros? Levou-os a uma galeria - fechada àquela hora - e mostrou do exterior os "seus quadros". Então os policias deram-lhe uma violenta tareia e atiram os desenhos pela janela fora e deixaram-no onde tinha ficado. Foi, todo partido, buscar os desenhos.
Depois soube que foi tudo um teste, os "policias" eram examinadores da Mossad.

A Mossad tem poucos efectivos comparados com KGBs, CIAs etc. Os judeus da diáspora colaboram quase todos, enviando passaporte para poderem ser aldrabados, recolha de info amadora e providenciar esconderijos ou cover ups. Por exo, um judeu com uma empresa é capaz de deixar um agente mossad usar o office e passar-se por real proprietário. São chamados de sayanim.

Após Victor ter passado os testes, a sua mulher foi interrogada 6h. Depois tiveram de entregar os passaportes á Mossad.

Os termos são dificeis de seguir, por serem todos em hebraico. Os katsas são os agentes mais qualificado nas bases estrangeiras.

Há uma série de episódios relatados dignos de mérito.

O primeiro é o começo do fim do reactor nuclear Iraquiano. Um engº iraquano a trabalhar em França para aqduirir know-how do radar - produto francês - vê uma loira jeitosa todos os dias na sua paragem de bus. Passa sempre um Ferrari que a leva. Um dia Ferrari atrasa e ela apanha um bus. Aparece o Ferrari que fica á espera. O Iraquiano decide avisar o homem que ela já foi. Ele agradece e dá boleia ao senhor para o trabalho no Ferrari. Apresenta-se como homem de negócios inglês, diz que a rapariga era só frete, mas convida o iraquiano para jantar. Ficam amigos e um dia vão a Marselha para comprar contentores de navio. O iraquiano repara numa ferrugem (colocada deliberadamente) e faz com que o "Inglês" poupe umas centenas de milhares de dólares ao renegociar. O iraquiana fica nos negócios até ser apresentado a empresários nucleares aos quais revela pormenores e localização da centra do seu País. Uns meses mais tarde a FA israelita bombardeava o local.

A Mossad dava treino - de alta qualidade - a militares estrangeiros. Ás forças de elite do Sri Lanka. E ás rebeldes Tigres Tamil do mesmo País. Quando uns treinavam em Haifa os outros estavam em Tel Aviv. Um dia não se encontraram por pouco.

A Mossad impediu em Roma Fiumicino que um grupo terrorista abatesse o avião da El Al onde chegava Golda Meir. Um rocket ia ser disparado de uma barraca impersonada de fast-food ao lado do aeroporto. Um agente da Mossad abalroou a barraca com o seu carro, com o avião já na final. A policia Italiana colheu os louros por isto, apesar de nem sonhar com nada.

Outro dia a OLP ia á Alemanha comprar armamento ligeiro no valor de 17MUSD. Para tal ia trocar um carregamento de haxixe por dinheiro e esse pelas armas numa transacção única. A Mossad seguiu sempre o assunto. As armas iriam regressar á Palestina como carregamento de passas de uva. Apressando o desfecho, a Mossad fez com que:
- os Palestinianos ficassem com um carregamento de passas
- sem armas
- sem haxe
- com uma divida de 17M$

Praticamente á frente do responsável palestiniano trocaram de contentor com armas e passas por um apenas com passas, enquanto este lhes dava o $.

Ficaram com a droga que a passaram ao Panamá, já que o assessor principal de Noriega era um ex-Mossad.

Apenas o venezuelano Ramirez Ilych "Carlos Chacal" Sanchez conseguiu sempre iludir a Mossad.

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