Thursday, June 11, 2009

Umbro drops its Zyklon shoe after Jewish protests

Umbro drops its Zyklon shoe after Jewish protests

12:01AM BST 29 Aug 2002Umbro, the sportswear manufacturer, apologised yesterday for calling one of its running shoes Zyklon, the same name as the lethal gas used by the Nazis during the Holocaust.The company agreed to drop the name after complaints from Jewish groups including the Board of Deputies of British Jews, which condemned Umbro for "appalling insensitivity".RA spokesman for Umbro said: "We regret that there are people who are offended by the name. The naming of the shoe is purely coincidental and was not intended to communicate any connotations."The Nazis used Zyklon B, originally an insecticide, in extermination camps during the Second World War.As soon as the crystals were exposed to the air they turned into a lethal gas. Any person breathing it died within minutes.The name Zyklon does not appear on the shoe itself but has been on the sides of boxes for the trainer since its launch in 1999 and is used on displays in shops.The company said yesterday that it had already changed the shoe's name in Britain and was planning to do the same for the rest of the world as soon as possible. "

Que palhaçada, e insulto á memória de quem morreu. Os governos e empresas, ao cederem a choradeiras destas, vão gerar anti-semitismo desnecessário.
Zyklon = Ciclone em alemão, o fenómeno meteorológico e não uma arma química..
O gás era o Zyklon-B.
O Pauleta seria o "Zyklon von die Azoren".

Thursday, June 04, 2009

Companhias novas na Madeira?


Notícias sobre voos, companhias e aeroportos "novos":

Voos desviados e deslizamentos de terrasMau tempo condiciona movimento no aeroporto da Madeira 08.04.2008 - 10h09 ...
Fonte aeroportuária disse à Lusa que os dois voos provenientes de Londres da EsayJet e TAP, que na noite de ontem tiveram mudar a rota e aterrar no Porto Santo, continuam naquela ilha.
Já hoje, a SATA Internacional cancelou o voo das 09h10 e um avião da Air Berlim divergiu para o Porto Santo, enquanto um outro proveniente de Frankfurt foi para Tenerife.

....Público

Outras:

Casos do diaUm voo cancelado e oito desviadosMAU TEMPO CONDICIONOU AEROPORTO DURANTE QUASE TODA A MANHÃ.Data: 22-05-2009 Comentários: 1
O mau tempo de ontem de manhã provocou o cancelamento de um voo e o desvio de outros oito para o Porto Santo e Canárias, disse ontem ao DIÁRIO fonte da Aeroportos e Navegação da Madeira (ANAM).
....O Aeroporto de Tenerife, por ser a infra-estrutura "alternante" à do Funchal, recebeu outros três aviões - da 'Air Condor', 'Air Berlim' e 'Transavia' -, que também não conseguiram aterrar na Madeira no horário previsto. O mau tempo provocou ainda o regresso de uma aeronave ao Porto Santo, local de onde tinha saído minutos antes, e de um voo da 'Easyjet' a Lisboa. Este último acabou mesmo por ser cancelado, devido a esta situação.

....DN

e:
Mau tempo encerrou Aeroporto da Madeira
Vários aviões que deviam ter aterrado ao início da manhã de ontem no Aeroporto da Madeira foram obrigados a desviar a rota para o Porto Santo, Canárias e Lisboa devido às más condições atmosféricas que afectaram o arquipélago.Fonte da infra-estrutura aeroportuária da ilha da Madeira disse à agência Lusa que quatro aparelhos, um TUI proveniente de Colónia, o Air Condor de Frankfurt, o SATA 461 de Lisboa e um Europe Airpost do aeroporto francês Charles de Gaule rumaram ao Porto Santo. Para as ilhas Canárias segui...

in JM

Errata:

  • Air Berlim = Air Berlin
  • Air Condor = Condor
  • Charles de Gaule = Charles de Gaulle
  • EsayJet = EasyJet

A330 da Air France caiu no mar

Tirei esta info do site do aeroporto Charles de Gaulle, 45 minutos depois da hora chegada prevista do avião.

Numéro de vol : AF447 Arrivée prévue à 11:15 *
Départ : RIO INTERNATIONA le 31/05/2009 19:00
Arrivée : PARIS le 01/06/2009 11:15CHARLES DE GAULLE TERMINAL 2 E
Escales : Pas d'escale
Type d'avion : AIRBUS A330-200
Compagnie aérienne : AIR FRANCE
Foi este A330-200, o F-GZCP, saido de Toulouse em 2005.

Algumas ideias preliminares:

Causas:
Sobre raios, já ouvi falar de perturbações eléctricas momentâneas e dum trem de aterragem abrir, no passado. No caso de nuves, se tiver Cumulonimbus, o weather radar mostra a vermelho, e outros pilotos na mesma rota costumam reportar. Mas não era a primeira vez que un avião passava lá e ficava danificado (tipo mossas na fuselagem e vidros rachados). Acho muito estranho isso mandar um avião abaixo.
Pode ter sido, turbolência em altitude (CAT), invisível, imprevisivel a qq sistema ou olho.
Só não me cheira a bomba, porque não parece haver reinvindiacação. Apesar disso, a bomba mandou o avião ao mar no sitio onde as investigações são muito complicadas. Perfeito para quem não quer ser descoberto. Gente a tentar ludibirar seguradoras? Vinganças? Assassínio desmesurado?
Suicidio dos pilotos (como o Egypt Air 767)?
Carga perigosa a bordo que explodiu?
Abatido por engano por militares como Viscount da Aer Lingus ou DC-9 na Italia?

O problema de não se saber aonde caiu:
O contacto radar não abrange zonas de mar, longe da costa. Os aviões reportam a posição por voz usando rádio HF. O sistema que deu o alarme, o ACARS é facultativo e é usado internamente pelas companhias. Não envia dados de posição.
No Atlântico norte existe o RVSM (redução de separaçção entre aviões) com uso primário de GPS, isso obrigatório nessa zona para certas rotas.

Será possível melhorar o reporting de aeronaves em espaço aéreo sem cobertura de radar.
claro, mas custa dinheiro, e para um voo em 10 milhões onde isto acontece....

A esmagadora maioria dos acidentes acontece em espaço áereo controlado e tem a ver com colisões, fases críticas de voo como aterragem e descolagem.

Neste caso, mesmo que se detectasse o avião, não faria grande diferença, porque a razão de não haver comunicação é sintoma de problema irrecuperável.

Duvido que o avião tenha sequer tentado amarar.
Mas se tivesse, a velocidade mínima sem perda dum A330-200 é 110 nós, portanto 200 km/h.Isto com flaps em baixo, o que duvido que tivesse tempo. Nesse caso subia para 120 nós, 215 km/h.

Aterrar no alto mar, sem terra á vista, talvez ainda de noite, a esta velocidade, mesmo com controlo do avião, é o fim mesmo. Asa baixa, basta um motor afundar um pouco, ou bater com uma asa primeiro, e são cambalhotas, desfaz-se a fuselagem, muita gente morre no impacto, e aquilo afunda-se logo levando quem ficou sentado na cadeira. Cenários como o titanic não têm qualquer comparação.

O caso no Hudson foi no rio, de dia, avião mais pequeno, e com navios ao lado. e mesmo assim em 20 amaragens, eram 19 ao fundo.

Mesmo que se soubesse onde foi, mandar para lá helis (navios então...) levaria horas. Se chegassem lá caças da FAB, faziam o quê? mesmo que fossem aviões de patrulha, quando muito atiravam coletes ou jangadas insufláveis, solução pouco útil.

Claro que tem de passar a haver monitorização melhor do que isto.

Mas os acidentes têm é de ser prevenidos. O que terá falhado?

As discussões de sistemas radicais que evitam mortes em acidentes são bem longas. Um exemplo é usar combustível que não arda em caso de acidente. Houve um teste com um combustivel desses pela NASA em que o avião ardeu todo na mesma. Tá no you tube.
Se o combustivel está a ser queimado pelos motores, duvido que se possa mitigar com eficácia o pegar fogo, com os tanques a romperem e fuel derramado lá p dentro.


Neste caso em particular, ninguém deve ter morrido queimado. Alguns dos acidentes recentes com fogo a deflagrar, não resultaram em mortos, porque foram com aterragem controlada e com evacuação a tempo (A340 da AF em Toronto, em 2005, por exo)

Mudar isso arrumava com a aviação, bastava a densidade do mesmo ser maior. Grande parte das medidas de segurança, coletes, portas de emergencia, rafts são inuteis na maior parte dos casos, embora justificadas e com casos de sucesso.

Investigação:
Destroços encontrados a boiar, mas dizem q o resto deve tar a 4-6km de profundidade
Pago para ver recuperarem as caixa negras (DFDR e CVR ) em pouco tempo, se tiverem dentro de um bocado de fuselagem mais ou menos intacto.Tipicamente estão na cauda, para não sofrerem tanto impacto.

Levará 6 meses a 3 anos, imagino. Parece que aquilo está numa zona de montanhas submarinas.
Nem sei se os submarinos q descem a essa profundidade são capazes de cortar chapa por exemplo. Ou prender um cabo. Devem ser para recolher pedras, pequenas perfurações etc. A fuselagem deve estar compactada como carros prensados, devido ao peso da água.

Sonares a detectar bocaditos de metal no fundo do mar tb deve ser pouco usual. Submarinos militares não costumam passar dos 1000 metros de profundidade.Mergulhadores não vão lá isso é certo:)

As anedotas dos media que vão saindo:
- aviões de 2 motores não são seguros
- Airbus é mais perigosa porque usa sistemas electronicos nos comandos
- que detectar o avião mais cedo tinha sido importante p salvar alguem
e esta:
http://sic.aeiou.pt/online/noticias/mundo/ROV+e+um+robot+essencial+em+buscas+como+as+do+aviao+da+Air+France.htm

Os A380 da Air France são os menos seguros para se voar?

A Air France começa a ter uma fama de "estrear" modelos de aviões montados no país, de modo trágico.
A AF foi a primeira airline do mundo a ter acidentes em voo, com abate da aeronave, do:

- A300 (B4-200)
- A320 (-100) * o de Habhseim
- A330 (-200) *
- A340 (-300) * Toronto, e o primeiro -200 foi também da AF num incêndio ao sair da manutenção, em CDG.
- Concorde, CDG
- SNCASE SE.161 Languedoc, 1947
- Latécoère 63, em 1948
Estatísticamente isto faz dos A380 da Air France, os menos seguros para se voar.
No Caravelle foram o segundo operador a destruir um exemplar, e 4º no Connie.

Friday, April 24, 2009

Casas de Bilionários

Quem viu o "Slum Dog Millionaire" / "Quem quer ser milionário" ?

O bairro onde se vê a pobreza no inicio é o "Vila Parle", á volta da cabeceira da pista 09 em BOM. Tirei esta foto da janela do MD-11 em taxi mesmo antes de entrar na pista:
Do outro lado também há:

As zonas a cinzento são bairros:

Monday, April 13, 2009

Hero Honda

Hero Honda

As campanhas da Honda merecem um post só por si. Num país de monopólios em relação a automóveis, as motas não são excepção. Aqui só há 2 modelos de motas: 1 de aceleras e outro de motas 150cc. Não contando com os moto-riquexós, também modelo único. Estas últimas são as “Hero Honda”, uma parceria entre um fabricante local e a Honda. Algo que dá a escolha para o cliente tipo os Trabant na RDA. As motas vendem-se bem não só na juventude, mas como transporte mais barato que carros e eficaz contra trânsito infernal.

Cheguei a ver 4 pessoas, família inteira, montados em linha numa Hero Honda.

Estas HH são modestas em relação aos modelos 250, 500, 750cc e por ai acima. Na TV os anúncios mais frequentes são os da HH, além dos cremes branqueadores. Há 3 anúncios da HH, mas o predominante é uma peça de arte.

Começa com um Eurocopter Dolphin a larger uma HH para cima de um prédio. Depois aparece uma vedeta Bollywood qualquer a fazer umas poses tipo grande maluco da Estrada. A seguir vê-se uma cena de cricket, com um lançamento e tacada espectacular. Volta o Bollywood-boy e começa a andar de mota em grupo tipo Helll’s Angels (HH -150cc) numas autoestradas que mais devem ser no Japão. Eis que entra em cena uma actriz de Bollywood (creio que Pryanka Chopra, com cremes branqueadores na cara) e começa a cantar na lingua deles como que a desafiar o heroi. Vê-se também a actriz a chefiar uma bando de motards femininas em aceleras (150cc só para machos). Depois de umas cenas rápidas de motas com gajos a gajos, aparece uma HH a fazer o cavalinho com a roda de trás em fogo (parece cena Mortal Kombat).
“Herrroooo, Herroooooooooo Hondaaaaaaaaaa”.

Acaba esta epopeia com o actor, com um ar tipo samurai, a dizer “Dakh, Dakh, GO”.

Ver aqui, VALE A PENA, especialmente o fim:



Esta pérola, que mistura o machismo guerreiro japonês, com Bollywood, e a sustentar o low-cost indiano, a desprezar a cor acastanhada natural do indiano, e com as mensagens básicas de recompense na compra do produto “mota= ser macho=Bom no desporto=ter gajas”, deve ficar nos clássicos da publicidade.

Enquanto escrevo isto (estou num quiosque de carregamento de telemóveis a poupar uma noite de hotel no Aeroporto Chhatrapati Shivaji de Mumbai) está um funcionário indiano curioso a ver que raio faço aqui.

Friday, April 10, 2009

O caminho percorrido desde o fim do colonialismo

Um grande líder da História foi o Mohandas Karamchand Ghandi, sem dúvida. Rebentou o modelo de exploração colonialista inglês, de retirar matérias primas, vender produtos made in England para extorquir o capital gerado pela Índia e de se aproveitar da ignorância e pobreza local.
O método, inovador, de não alinhamento e não-cooperação tornou impossível qualquer resposta pela força ao mesmo tempo que tirava a autoridade gerada pelo estrangular económico. Aliás o estrangular foi da parte dos indianos, e numa altura em que a Inlaterra estava concentrada na WWII, foi o golpe final em todo o Império Britânico, momento ao qual os Indianos estavam bem atentos, com a despedia de Lord Mountbatten em 1948 a marcar o fim da dominação por uma potência estrangeira.

A mesma fórmula que garantiu a independência já não foi tão eficaz no pós-colonialismo, com a filosofia do Gandhi a ser o atraso geral do Pais. Assentava num remover de ambições humanas (os 7 pecados mortais) de felicidade alcançada com a paz interior e pobreza material (suficiente). Uma perspectiva de ruralidade, com comunidades pequenas e autosuficientes, a não procura da eficiência e lucro, o uso da mão de obra e não de maquinaria, o não olhar para a industrialização são a imagem geral da actual Índia, pese aos progressos que se têm verificado.
A politica de não alinhamento mundial seja com os US, Europa, China ou URSSS, retirou a Índia dos palcos internacionais de decisão. O não garantir recursos naturais, não ser um exportador de produtos chave torna numa terra simpática mas não respeitada.
Existe alguma comunalidade com a China Maoísta, mas com as devidas distâncias, em termos de liberdade individual, democracia e até boa disposição do povo.

Pluralismo religioso na India


Escrevo apenas sobre o que vi e não no que é a realidade global da nação. A religião hindu predomina, com vários templos de tamanhos diferentes. Em Mumbai entrámos num da (seita?) Jainin. Creio que poder ser vista como o ramo ortodoxo da religião hindu. São vegetarianos radicais (origem dos vegan) ao ponto de não usarem nada de cabedal, não comerem queijo, nem bebem leite (os hindus consideram o leite de vaca uma dádiva dos Deuses), nem comem vegetais que crescem debaixo do solo, entre uma série de excentricidades. No templo que fomos na colina de Malabar, fomos obrigados a tirar os sapatos antes de ir ao interior. Estava com medo que me gamassem os meus, injustificada, dado que sou muito mais alto que qualquer indiano que vi. Os templos estão muito orientados a Shiva com cabeças de elefante por em pinturas e estátuas. O espaço de oração é minúsculo e creio que aquilo não funciona para vindas em massas de fiéis. Nesse havia uma cantina grátis para jainins que serviam apenas arroz com um acompanhamento vegetal qualquer. Em Goa estivemos noutros templos “grandes” e não eram maiores que uma capela média cristã. No exterior tinham sempre uma torre branca á entrada, e uma piscina.

Um dos símbolos religiosos destas etnias é a suástica, o que pode parecer chocante a quem não estiver a par de que foi o partido nazi que copiou este símbolo já milenar e não o contrário.

Lendo o fantástico “Viagem do Mundo da Droga” é impossível não ficar curioso sobre os hábitos fúnebres dos Parsis. Grupo social rico, possuem uma boa parte da colina de Malabar onde construíram as “Torres do Silêncio”. Por convicção religiosa não enterram nem queimam os corpos. O meio de alcançar o pleno eterno é deixar apodrecer ao ar livre e que os animais os comam. Claro que isto despoleta um certo número de medos, desde espalhar doenças, atrair abutres e corvos, e de os animais andarem a jogar pedaços de corpos fora do recinto, vedado á entrada de estranhos. Dizem que chegavam turistas a andar a passear pelos parques que lá existem, e pousar um corvo que largava uma mão humana ao pé deles. Ultimamente usam e abusam de um composto químico que visa acelerar a decomposição dos corpos. Parece que o efeito foi ao contrário, acabando por envenenar os pássaros e alongando o tempo de processamento.

Os Muçulmanos têm mesquitas imponentes, ainda mais em comparação com os templos hindus, e vê-se o símbolo do crescente com a estrela em vários sítios, e escolas de urdu (língua do Pak). Existe uma interessante numa ilhota ao largo de Mumbai, ligada por um estreito trilho que fica submerso com a maré. Não são nada populares como minoria.

A herança católica tanto em Igrejas como em símbolos (há cruzes por todo o lado) é visível. Não sei se há fieis em número significativo, fora de Goa.

Dos Sikhs, predominantes no estado do Punjab, não observamos nada de particular.

A India e o desporto

Aqui é o Cricket e mais nada. É um dos melhores praticantes do mundo com montes de putos a treinar em campos pelos parques e escolas. A Pepsi aposta muito em campanhas onde figuram as maiores estrelas. A Hero-Honda tem um anúncio de motas que parece um vídeo de boys-band, e que aparece um dos actores a fazer um lançamento.

Em Goa vimos um clube filial local do Sporting, que participa num campeonato indiano. Contudo o futebol não tem cá expressão mediática apesar de toda a gente saber que o Cristiano Ronaldo joga no MUtd. É frequente ver campos de basket e futebol, mas os putos jogam é cricket.

Existe uma liga nacional com regras diferentes dos torneios internacionais que levam dias e dias. Esta versão consegue assegurar umas poucas horas e as equipas têm equipamentos coloridos como noutros desportos de clubes. Os bilhetes são caros, rondam os 50 euros. Vi um bocado de um jogo na TV e não percebo como é que da bancada se percebe alguma coisa. Além das bolas atiradas irem com uma grande velocidade, tudo se passa num espacito minúsculo onde a bola se confunde com a relva meia rala. Nada que impeça estádios com milhares de pessoas cheias de entusiasmo.

A escuderia F-1 Force Índia leva algum destaque, claro.

O A.C. Green, jogador dos Lakers nos gloriosos 80s, esteve em Mumbai a abrir um campo de basket. Potencial não falta, em termo de número de adeptos como praticantes. Ao contrário dos chineses eles parecem contentes em ser dos melhores em cricket (a Índia teve as mesmas medalhas que Portugal nos JO de Pequim…com 100 vezes a nossa população).

Toponímia Indiana

Muitas ruas, negócios e monumentos continuam a ter nomes ingleses ou portugueses e a serem chamados assim mesmo que possam ter alternativos em hindu (como Crawford Market em Mumbai, cidade Vasco da Gama em Goa, etc).

As grandes cidades é que sofreram uma razia que ainda baralha muito estrangeiro.
Bombay -> Mumbai
Bangalore -> Bangaloroo
Calcutá -> Kalkota
New Delhi -> Delhi
Madrasta(Madras) -> Chennai.
Benares -> Varanasi

Enfim, cada País é mais que soberano para tomar decisões sobre o que chamar ao seu território.

Modelos de negócio local

A índia parece ser uma terra de grande empreendorismo comercial, mas sem grande visão, organização ou ambição. Os indianos estão sempre a tentar vendar alguma coisa, e a quantidade de lojitas é impressionante. A maior parte tem 20m2, máximo, seja de venda de tlms, um bar, de reparação de carros, de pneus, de mobília, de mármore, artesanato, minimercado, loja de roupa etc. Muitas delas são representantes de grandes marcas como a Vodafone e a DHL. Tudo muito mexido e com vendedores cheios de entusiasmo e boa disposição.

Alguns negócios são muito populares como os “stationary and Xerox” ou vendem matéria de escritório e fazem fotocópias. Papel parece ser caro aqui, porque quando nos dão uma indicação escrita, rasgam sempre um papelito minúsculo para rabiscar alguma coisa.
Telemóveis abundam, toda a gente parece ter um e há várias operadores (Tata, Airnet, Loop e Vodafone) com muitas lojas e forte campanha de marketing. A rede parece ser boa em geral. O tema dos call-centres de Bangaloroo que dá uma imagem de grande avanço tecnológico não se parece estender a Mumbai. Não se vê nada de computadores á venda, nem mesmo modelos antigos ás peças. Talvez possamos mandar o Magalhães para cá.

Matérias primas para consumo na India

Parece haver um enorme défice de matérias primas por cá. Vidro era um grande problema (apesar de areia abundar), carne é escassa, madeira é caríssima (cremar alguém é uma despesa alta), outras coisas como pedras para construção são pouco frequentes.

Creio que grande parte do problema terá a ver com o transporte. Não havendo estradas decentes, com camiões pequenos e arcaicos (Tata) que consomem muito e levam pouco, não se pode dizer que este País goze de uma rede logística Just-in-time. A mão de obra é que resolve tudo. O açúcar é raro, e ter diabetes é motivo de orgulho, porque indicia o paciente ser oriundo de classe alta. Parece impossível dada a quantidade de cana de açúcar que se vê cá em Goa.

Mesmo plásticos parecem escassos. As tintas com que pintam as casas também não parecem ser de grande qualidade.

Mulheres indianas

Parecem gozar de pouca autonomia apesar de não terem um ar oprimido. No atendimento a turistas, taxis é só homens. Vemos as mulheres a andar pela rua sozinhas e até a conduzir, e por norma não há demonstrações de afecto entre casais. O guia em Mumbai mostrou-nos uma zona recatada onde os casalinhos se vão namoricar, Vimos muitos taxis a parar lá para espreitar, parece ser uma atração turística. Um gajo que tenha uma motinha está safo com as miúdas cá.

Tipicamente andam mais ou menos cobertas, com um sari com cores garridas, ou com calças com “kurta” (tipo uma camisa larga com motivos indianos). Algumas usam calças ocidentais e camisas a condizer. Mas tops, minissaias, saltos altos, e coisas mais ousadas nem ver (na rua).

A TV mostra um mundo que simplesmente não corresponde á realidade. As vedetas da TV, sejam apresentadoras, cantoras, actrizes ou modelos são algo irreal. Têm todas cara branquinha, pernas e braços também. Usam roupas á moda ocidental, inclusive fatos de banho (uma das grandes estrelas de cinema de cá foi miss universo). Ser branco parece ser uma meta, vêem-se anúncios publicitários de cremes branqueadores na TV. Pintinha nessas, nem ver, nem aquele ornamento jóia no nariz que parece um cacho de uvas.

Como já disse, ver pele é pouco frequente nas mulheres novas. No caso de mulheres mais velhas, acima dos 45 anos já não é verdade. Vimos muitas que usam um sari reduzido que pode ser descrito como um top com uma faixa diagonal. Vê-se a banha toda da cintura até ao top com umbigo de fora. ARRGHHHHHHHHHHH

As muçulmanas usam uma fatiota preta só com os olhos de fora, outras com a cara de fora. As hindus costumam ter 2-3 filhos mas as muçulmanas 6 ou 7.

Máquinas e utensílios de metal


Aqui não se vêem praticamente máquinas que não sejam motas ou carros para transporte. Martelos pneumáticos, gruas, pequenas betoneiras, máquinas agrícolas ou outros meios de melhorar actividades de construção ou produção.
Obras em Mumbai para abrir vala para passar cabos? Tudo escavado á mão por putos e mulheres, numa clara exploração de trabalho infantil. Sem picaretas ou pás!!!

Parecem faltar objectos simples cuja solução é sempre meter mais mão de obra. Recolha de lixo? 2 ou 3 a varrer com vassouras mirradas, e uma mulher com dois bocados de cartão a juntar o lixo do montinho para mandar para o caixote (fica metade lá).
Apesar de maquinaria ser um bem caro, é interessante a quantidade de cartazes publicitários de estrada que são montados em cima de camiões. Fica parado num sítio estratégico o dia todo, com o condutor lá dentro. Vi em Goa uma caixa ATM ambulante, montada numa carrinha!!!

Será falta de ferro ou aço? Nas feiras deles há montes de bugugangas de metal, mas facas e utensílios mais fortes são raros e por vezes usados. O grupo Mittal fabrica 10% do aço mundial (basta pensar que isso dá pelo menos 2 facas em casa de casa um de nós). Em Goa há minas de ferro. Será que o aço é simplesmente exportado?

Luxo em Mumbai

Dizem haver mais milionários em Mumbai que em NY. Ninguém diria, andando por lá. Apesar de a Tata deter a Jaguar não vi um único que fosse a circular, nem RR, Bentley, BMW acima da série 5. Passamos nas zonas mais ricas e a diferença era a existência de vivendas.

Ao subir a colina de Mabarata, indicaram-nos a casa do sr Mittal, um dos mais ricos do mundo, detentor da Mittal Steel, que produz 10% do aço mundial. Era uma vivenda com 3 ou 4 pisos com cerca de 15 metros de largura de fachada. Seguranças á porta, mas isso até uma lojeca e roupa ou mesmo uma caixa ATM tem.

A familia Tata, parsis (Zoroastras) oriundos do actual Irão, é um dos maiores colossos destes Páis. Tata telecom, Jaguar, carros, camiões e autocarros Tata, e muito mais. Vimos a casa de familia dentro da cidade, e por fora, vulgaríssima. Vê-se lojas de marcas ocidentais, Tommy Hilfiger, Benetton, Wrangler, mas em estabelecimentos dignos de um bar de praia. Apontaram-nos um centro comercial “grande” no centro de Mumbai, digno de competir com os construídos nos anos 70 na Avenida de Roma ou gare do Rossio.

Os hoteis de Mumbai ou são de 5* ou são uma porcaria. O atacado Taj Mahal e o Oberoi parecem muito bons até se chegar á fachada. Mesmo na marginal há um o “Sea Princess” onde bebemos uma cola. Merece que se conte que á entrada da esplanada está um guarda. Levam um tempo a vir a mesa, e depois trazem a cola com uns copos ¼ litro dignos de tasca.

Politica em tempo de eleições

É evidente, sem surpresa, que o Paquistão é odiado de morte aqui. A TV e os jornais estão constantemente a especular sobre o desmoronar do “Pak”, como lhe chamam. Os hindus com que falámos mostraram algum desprezo ao mencionar os muçulmanos. Estes parecem viver nas zonas mais pobres.

O assunto do massacre dos Sikhs dentro do Templo sagrado em Amritsar em 1984 continua bem vivo. Mesmo depois da vingança com o assassínio de Indira Gandhi, e do 747 da Air India destruído por cima do Atlântico, os ânimos permanecem exaltados do lado dos Sikhs. Neste momento está em marcha a contagem final para as eleições legislativas. Um ministro chamado Tytler, com quota de responsabilidade no evento de 84, foi nomeado para um cargo politico de relevo, e foi atingido por um sapato numa conferência de imprensa (nota: demitiu-se 2 dias depois).

No dia em que chegámos houve uma série de atentados terroristas, embora de pouca dimensão. Foram quase todos em Assam, no apêndice entre o Bangladesh, Butão, Nepal e Myanmar. O grupo terrorista local, UGAL, reivindicou os atentados que mataram meia dúzia e queimaram umas quantas motas (o que é uma tragédia monumental aqui).

Os media são totalmente focados no que se passa no País. As poucas noticias estrangeiras ou referem o Pak, UK ou US. Muitas delas são tretas sobre actores, tipo as adopções da Madonna. Aqui, quem não tiver um familiar emigrante, não faz peva de ideia do que é o mundo lá fora. Os canais passam quase só programação local, sem sitcoms ou filmes ocidentais. Mesmo os cinemas que vimos em Mumbai eram totalmente virados para as produções Bollywoodescas. É facílimo para um português se fazer passar por americano ou outro Pais que queira. Nem em Goa lhes passa pela cabeça que possamos ser portugueses. Grande parte dos turistas brancos são australianos.

O contacto com o povo indiano

Gosto bastante deles. São muito comunicativos e bem dispostos, um pouco na onda dos brasileiros. Podem até parecer intrusivos pois metem sempre conversa sobre tudo e mais alguma coisa, começando a perguntar de onde somos, quanto tempo ficamos e outras questões que á partida parecem profiling para rip-off.

Falam bem inglês, em termos lexicais e sintácticos, apesar de termos dificuldade em perceber o sotaque, tal como eles têm dificuldade em entender mesmo com um sotaque a rondar o british. São sempre “yes” a tudo, mesmo que não tenham atingido patavina do que queríamos dizer.

90% dos letreiros de lojas, sinais de trânsito e anúncios publicitários estão em inglês (não só alfabeto ocidental, língua de sua majestade propriamente dita). Os caracteres hindus pouco se vêem e vimos indianos a tirarem notas em cadernos, com alfabeto ocidental.

Note-se que apesar de Mumbai ser referida como uma cidade cosmopolita e de negócios, combinada com plataforma logística marítima, isso não se nota na rua. Sem exagero 99,9% das pessoas visíveis são indianas (ou pakis ou do Bangladesh ou outro sitio onde tenham o mesmo aspecto). A percentagem de broncos, chineses, japoneses e outras etnias identificáveis é de uma raridade impressionante. No dia em que fomos ao Mercado local (Dada), não vimos um único branco que fosse!!!

Metemos muita conversa tanto com o guia do primeiro dia, como com o taxista do segundo. Contaram-nos muita coisa sobre custos de vida, politica, pormenores menos turísticos e deram-nos uma visão mais insider que o turismo normal não proporciona.

Ao guia do primeiro dia perguntamos quanto custava um apartamento. Referiu ser caro, tipo 100 000€ e que ele preferia uma casa que era mais barato (?????). Estávamos nessa altura a sair de Juhu (onde fica a zona balnear e onde vivem os actores de Bollywood), e a passar por Santa Cruz onde fica um terminal do Aeroporto. Mais á frente Bangra onde vive uma não negligenciável comunidade muçulmana (falantes de Urdu, como no “Pak”). Logo á frente uma zona maioritariamente muçulmana da qual não me recordo o nome. Começamos a entrar na cidade de Mumbai, e o nosso guia aponta para um prédio que começa a elogiar profundamente: “that is very nice, 10ft by 15ft, a room with a kitchen that can fit all the family. Very good”. Com estes gajos é preciso sempre reconfirmar tudo o que eles dizem. Lá nos assegura que são mesmo os 15 metros quadrados divisão única. Pena não ter uma foto para somar á descrição do que era esse “paraíso”. Um prédio feioso todo sujo por for a, com uns 3 ou 4 pisos, e com telhado triangular com telha. Percebemos ai porque dizia que casa mais barato que apartamento. Ele morava naquilo que em Portugal chamaríamos uma barraca. Ao descolar de Mumbai vimos umas zonas extensas de barracas chocantes, tipo Rocinha do Rio.

Tuesday, April 07, 2009

Taxis únicos

Os taxis são a preço da chuva. Arranjámos um taxi que por 600 rupias (10 euros) nos andou a levar daqui para ali durante 4 horas. Como não tinha A/C tivemos violentos assédios de pedintes e vendedores através da janela. Desde miudas a cantar "Jingle Bells", deficientes (alguns apenas actores/contorcionistas) a putos a tentar vender-nos a Vogue.

A frota de taxis é composta quase por um único modelo. É um curioso Fiat 1000 de 4vels. Caixa manual ao volante, taxímetro no exterior da cabine. Este taxímetro é para pouco usar. Negocia-se por destino/tempo/kms e é o melhor.

Abre-se o capot para encher o depósito,

Fabricaram-se sem alterações dentre 1968 e 1998, e neste momento o governo promulgou lei a proibir circulação de taxis com mais de 15 anos (com a corrupção que há aqui de taxis falso, isto vai ser menos eficaz a implementar).

Como em Portugal, uma imagem religiosa em cima do painel de instrumentos, é frequente.

Na estrada

O choque mais forte foi mesmo o trânsito. Por norma não vale a pena alugar um carro. Não há estacionamento em lado nenhum, é impossível conduzir aqui. As ruas são mais ou menos largas com quase todas as avenidas com 2 filas para cada lado. Mas o trânsito é muito intenso, grande parte taxis e riquexós (motas 3 rodas com cabine). É tudo ao buzinão, não há cá qualquer tipo de regra de prioridade e os semáforos são escassos. Um carro mais facilmente anda sem uma roda que sem buzina.

Nas avenidas em que não há divisória central o caos assume proporções alragadas. Aí de 4 filas, 3 podem ser de repente para um sentido, como pode voltar a 2 paracada sentido. É como calha. O trânsito flui devagar porque os condutores pouco aceleram mesmo com espaço. As ruas estão cheias de buracos e os carros todos lixados. Alugamos um pequeno Tata Indigo de 5p com A/C durante um dia. Em chão, mesmo pouco acidentado, a partir dos 50Km/h a parte de trás andava aos saltos. Fiquei na dúvida se sequer existia amortecedor na suspensão.

As razias entre carros a se tocar são na ordem dos 5-10cm. Peões simplesmente são ignorados e os carros só param centímetros. Para um ocidental atravessar é simples: meter-se a meio de um grupo de locais, parecem sempre evitar o perigo. Não parece haver grande regra de quem é maior passa sempre. Qualquer veiculozito mete-se á frente de camiões ou bus dê por onde der.

Grande parte dos carros não tem espelho do lado esquerdo sequer (conduz-se no lado direito do carro como os ingleses).


Os carros são em geral muito pequenos e caiem em meia dúzia de modelos:
- Tata Indigo
- Pequenos Sukuki-Maruti
- toyotas 3 volumes
- Ford fiesta/Ikoa
- Opel Corsa 3 volumes (como na China)
- BMW serie 5
- Skoda Octavia (ou Paulus). Vêm-se muitos e são anunciados como o "Carro para CEOs":)
- Fiat Palio
- Mahindra-Renault (o Dacia Logan Romeno).
- BMW serie 5
- Honda 2/3 volumes
- Jeeps de marca local.
- Hyundais citadinos
Não vimos praticamente nada fora desta lista, residualmente um ou outro mercedes, Jeep Audi, etc.

Os camiões e buses são modelos locais, como Tata.

Diesel custa cerca de 50c e a gasolina perto de um euro. Não há bombas da BP, Shell ou Total. Tudo gasolineiras locais.

Chegada a Mumbai

Tinha uma ideia um bocado premeditada do que iria encontrar em Mumbai. Esperava algo bastante ocidentalizado, como Shanghai, que me surpreendeu logo ao aterrar. Mumbai é o centro de negócios da India, a NY, com a sede da Air India e Tata. É um grande porto maritimo asiático e certamente que num país desta dimensão teria de ser algo impressionante. Á luz dos inúmeros contrastes esperados, imaginava arranha-ceus imaculados junto a barracas. Rolls Royces sumptuosos com estrelas de Bollywood e familia Mittal flanqueados por riquexós.

Sabia que por um lado existiam os conboios a largar das estações com populção em cima, como por outro lado frotas novissimas de Airbuses e Boeings ligam a India tanto por dentro como para todo o mundo.

Aterramos numa pista 27, em diração ao mar, após um sobrevoo da cidade. Enorme com os seus 16 milhões de habitantes, luzes a perder a conta. Tocamos no chão e começo rapidamente a receber o "alarme". Tinha ouvido dizer que era um aeroporto moderno, mas vejo dezenas de 737s e A320s novissimos da Spicejet, Kingfisher, JetAirways e muitas mais amontoados sem manga. Penso eu, certamente apenas paa o tráfego interno. O nosso MD-11 taxia um bom bocado, passando por hangares e tudo, até estacionar junto a um 747-400 da Air India. Numa zona sem manga. Olhando á volta vemos apenas meia dúzia de mangas onde estavam por exemplo a Kenya Airways e a Cathay Pacific. Eram 4h00 e o aeroporto parecia estar a operar com algum movimento, imagino que poluição sonora e ambiental não merecem a mesma preocupação que na Europa. Ai sairmos porta afora, um calor e cheiro únicos. Estavam 29 graus muito húmidos.


Vamos de bus para o terminal onde desembocamos num terminal. Uns 10 minutos de fila no controlo de fronteira e lá levamos o carimbo. No fim da alfândega estão dois postos de raio-X onde 2 policias de modo desroganizado canalizam as pessoas para o controle. No meio de muita barulheira de protesto deles, gera-se (ou mantém-se) uma confusão que nós aproveitaámos para nos safarmos de mais uma burocracia.

A gare parece-nos no minimo arcaica. Não só pouco acolhedora como com um estilo tipo anos 70.

Começa o massacre de gente a nos querer vender alguma coisa, taxis, câmbios etc. Felizmente tínhamos pick-up do hotel á espera.

Um mar de gente esperava por alguma coisa, vimos centenas de táxis á espera. Eram todos de um modelo estranho, muito estreitinho mas com rodas altas, pretos com tecto amarelo (tema a ser desenvolvido por si, mais tarde).

Edificios e ruelas todos bastante degradados, e nada de pagamento automático no parque de estacionamento. Fomos num Tata minúsculo mas em bom estado para o hotel.

Tuesday, March 31, 2009

A Primeira Playboy Portuguesa - VERGONHA!!

Há coisas que nem a revolução conseguiu mudar.As nossas sex-symbols de elite nunca se despem, como a Catarina Furtado e até as do sector rasca como a Floribella e a Ana Malhoa. Alguma das mais jovens arriscam nas novelas para apareceram depressa, mas nada com continuidade, tirando a Soraia Chaves. Adelaide Sousa, Fernanda Serrano, Paula Neves e mais algumas fizeram 1 ou 2 cenas de nu numa novela ou filme, mas depois de ganharem mais notoriedade, passaram a Madre Teresa.

As "porno" FHM e Maxmen são revistas gays, duas ou três gajas em poses banais, e dezenas de páginas sobre carros, óculos de sol e e relógios.

Acho que precisamos de mais material nacional.

Esta revista tinha de ter sido lançada com uma estrela tuga nua na primeira página, um blockbuster. Tipo a Rita Pereira.

Na Playboy americana, há 60 anos figurou a Marylin. E foi a rampa de lanaçamento.

Não se pense que a Playboy PT é a primeira iniciativa arrojada made in Portugal. No inicio dos 80 houve a Elan (tá na mula) onde por exemplo a Lidia Franco apareceu nua (era bem jeitosa então).

Chocante é o exemplo da Carla Matadinho e Liliana Queirós, as misses Playboy Portugal que não só não apareceram senão em fato de banho, como nem figuram na revista. Nem vamos relembrar como a Carla Matadinho ficou conhecida.

Acho que o País já mudou em relação a ninguem criticar aquilo, e vejo até a terceira idade a ver gajas nuas nas novelas, sem se chatear muito com aquilo.

O SIC Nuticias parecia que ia dar algum em break through, mas os BigBrothers mostraram que nada mudou na realidade, quando só havia participantes femininas a mudar de roupa ás escondidas com toalhas e actividades debaixo dos lençois.

Deprimente, o BuyMadeInPT nesta área tem mercado, mas por alguma razão ninguem o tentar fornecer,

A mentalidade está mesmo é nas actrizes, pois nem sequer me lembro da Igreja cá algum dia ter a mandado bocas sobre nudez na TV!!