Corrigir o terrorismo

O terrorismo suicida contra civis é sempre a favorecer o atacado. Porquê?

Porque, visando atacar nações, atacados são civis indefesos e sem poder e nunca os líderes políticos ou militares.

Peguemos no exemplo do atentado em Londres. King's Cross fica no norte da cidade, numa zona onde já passa muita imigração. Porque não rebentar o metro que vai dar ao Canary Wharf onde está o bacno Natwest e o HSBC? É o coração financeiro da Europa. Ou mesmo rebentar algo na Whitehall Street, frente á Downing Street ou Parlamento. É que ai ainda passam turistas, o mesmo não se podendo dizer dos sítios onde decorreram os atentados. Morreram cerca de 50 pessoas, tudo zés ninguéns. Numa altura em que o Blair andava queimado nos media por alinhar na vergonha da guerra no Iraque, e lembremo-nos que ele é um trabalhista, veio mesmo a calhar. Assim já pode haver mais desculpas para Guerras Contra o Terror. Morreram 3000 americanos no 9/11. No WTC eram funcionários de compamhias, apenas no Pentágono havia gente com importância. Morreram muitos mais milhares directamente no Afeganistão e Iraque, e isso não contabilizando guerras civis geradas pela invasão irresponsável.

Os terroristas suicidas que matam civis, como em Londres ou em Israel são prejudicais á sua causa. Invariavelmente conseguem sempre:
- morrer eles própios
- gerar ódios de todos os lados por causa do ataque a civis inocentes
- mostrar cobardia (morrem sempre sem dar a cara)
- dar "razão" para serem ainda mais esmagados já que atacam em posições de inferioridade.

Dizem más linguas que nações em situação de superioridade sempre se "deixaram atacar" por potências inferiores, para ter motivo para arrasá-los depois.
- Perl Harbor (Rooselvelt tendo prometido que não entrava na WWWII)
- Golfo de Tonkin (Inicio da geurra do Vietnam, após pretenso ataque a navio da US Navy)
- Armas de Destruição Massiça (que mentira aliás, para guerra no Iraque)
- Rapto de solados israelitas (guerra no Líbano)
- 9/11 (deu cá um jeitão aos US & UK)

Um bocado como aqueles grandalhões que só vão para a porrada nas discotecas que dão um pequeno encosto a um triste qualquer que lhes responde mal com um empurrão e depois é espancado por 3 ou 4.

Já se provou também que o grupo do Abu Nidal atacava israelitas para acabar com a posição palestiniana em negociações de paz com Israel. Quando pressões internacionais faziam os da terra Prometida ceder, eis que algum terrorista islâmico atacava um judeu ou outro ocidental e deitava abaixo a credibilidade das pretensões de paz. O velhote em cadeira de rodas no Achille Lauro é um bom exemplo de um atentado aparentemente sem qualquer objectivo estratégico racional.

Peguemos, por oposição, nos atentados dos snipers em Washington. Durante 2 semanas, dois negros limparam meia dúzia de pessoas a partir da mala de um carro, com uma espingarda. Queriam milhões, mas foram apanhados. Pelo meio pararam totalmente a cidade e provocaram milhões de dólares em perdas económicas.

O terror vive de medo, e medo é fácil de causar sem ser dentro de aviões. Imaginem o que era alguem querer atacar Portugal. Em vez de meter uma bomba num avião da TAP, o que seria se fizessem o seguinte: Um grupo, Frente de Libertação da Opressão Satânica Ocidental (FLOSO) avisa nos media que vai atacar um centro comercial Sonae. Durante os dias seguintes os centros estão vazios e qualquer bagagem deixada é alvo de grande sururu. Depois de 2 semanas e nada feito, rebenta uma bomba (nem precisa de matar ninguém) sem aviso num C.c. da Sonae. Imagina-se não só pandemónio dos cidadãos mas também dos comerciantes e do próprio grupo Sonae. Nessa altura já se pode até extrair $$ de outros C.c.s de chantagem. Depois pode-se anunciar algo do tipo "explodirá bomba da Repsol". Imagine-se o caos de gente a não abastecer lá e os prejuizos imensos gerados. Terrorista nunca é coisa de confiança, por isso se pusessem um explosivo numa estação da BP sem aviso prévio ai era o País paralizado. Alternando ameaças efectivas com incorrectas ou sem aviso gera-se um caos sem precedentes. As "promoções" poderiam ser um bus da Carris, uma caixa MB do BES, uma cabine telefónica da PT, um lanço de portagens da Brisa, um super Pingo Doce, um telemóvel da Nokia (depois do caos instalado as pessoas acreditam em tudo). Uma coisa que os de Washinghton fizeram "bem" (sic) foi atacar pessoas independentemente do sexo, raça ou idade. Tal como nas torturas, desregram qualquer tipo de violência de modo a que a vítima possa "aprender" como evitá-la ou se sinta confortável.

Os políticos tipo Bush e outros sabem que podem manadar matar milhares de pessoas mas que nada lhes acontece, já que têm serviços de proteção do melhor que há. Do "trono" ver os aviões a se espalharem nas Twin Towers não passa de um choque visual, não se podendo dizer o mesmo do pobre John Doe que lá ficou. Mas todos os países têm lobbies, e esses nunca são atacados. Nem mesmo políticos de segunda classe (senadores, secretários de estado) têm sido alvo de qualquer represália. De certeza que se líderes de grandes multinacionais e seus acconistas fossem vítimas de terrorismo, mesmo da industria do armamamento, isso faria pensar duas vezes em muita coisa. Mas que fazem os terroristas sempre? Atacar de modo cobarde civis que nem podem ser responsabilizados directamente pelo actos que afirmam ter sido vítimas. Chefes de estado foram mortos nos US, India e Israel por cidadãos do próprio país em divergência política interna. Os terroristas esses parecem contentar-se mais com coboiadas para freguês ver, mesmo que fragilize a sua causa. Alguma visão poético-religiosa e umbiguite moral parece ser o suporte desta filosofia, embora estratégicamente de pouco relevo. A única coisa que podem realmente ganhar é $$ em chantagem a estados ocidentais em troca de ausência de ataques.

O terrorismo, além de repudiável por natureza, é no mundo actual um veículo de animalização do Homem.

Comments

Duarte Temtem said…
Na recente viagem São Paulo - Madrid, vim sentado ao lado de 2 palestinianos. Foi uma longa e interessante conversa!!

Mas toda a gente no avião os olhava com receio. Creio que temiam um atentado!

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