Quem não sabe quem é Jacques Cousteau? A minha geração deliciava-se a ver os seus documentários magníficos sobre o mar, e as aventuras a bordo do Calypso. O Calypso era um draga-minas da Royal Navy convertido para investigação. Após ter-se afundado em Singapura, foi colocado em exposição em La Rochelle (porto atlântico francês onde decorre o bombardeamento final no filme Das Boot). Mas nem só de navios vivia a expedição. Possuiam também um Consolidated PBY Catalina, avião anfíbio bimotor a hélice, muito popular durante a IIª Guerra. A firma Consolidated passou a Convair depois da WWII e é hoje parte da Lockheed. O Catalina de Jacques Cousteau veio para reparação ás nossas Oficinas Gerais de Material Aeronautico (OGMA), no ano de 1979. Uns dias depois, a 28 de Junho, a aeronave é entregue a Phillipe Cousteau (filho de Jacques) que leva os mecânicos para festejar á noite. No dia seguinte de manhã estava programado um pequeno voo com os responsáveis pelo trabalho, em agradecimento pela qualidade do se…
O Sacadura Cabral era assim há 28 anos e um dia...
Foto tirada em Heathrow
Ás 21h35 do dia 19 Novembro de 1977, o voo TP425 tentava aterrar no Aeroporto de Santa Catarina na Ilha da Madeira. A tripulação, cansada do 5º voo desse dia, tentava uma terceira aterragem na pista 24 num dia de temporal, com muita chuva e consequente fraca visibilidade.
O comandante João Costa sabia que caso não conseguissem aterrar, teriam de divergir para o Porto Santo onde não haveria de modo algum alojamento para os 156 passageiros e 8 tripulantes que vinham de Bruxelas via Lisboa. Consequentemente seria necessário divergir para a Gran Canária a 400km de distância.
A aeronave era um B.727-282ADV, versão 200 com capacidade para 189 passageiros e fabricada para a TAP (dai o código 82) e entregue 2 anos antes. Era um tri-reactor (com motores Pratt&Whitney JT8D), número 1096 da linha de produção. Ostentava o nome do pioneiro da aviação portuguesa, Sacadura Cabral, curiosamente falecido num acidente aéreo …
Portugal esteve sempre um bocado á margem dos conflitos israelo-árabes. Tivemos um papel participativo embora imparcial na guerra Irão-Iraque, mas a nossa política externa nunca teve papel importante nos desenlaces entre Judeus e Muçulmanos na Palestina.
Contudo houve um episódio em solo Português. Em Abril 1983, a saida do Hotel Montchoro em Albufeira, o portavoz da OLP dr. Issam Sartawi foi morto a tiro quando participava numa conferencia Socialista Internacional.
O atentado foi atribuido ao grupo terrorista lideral por Abu Nidal (aliás Sabri al Banna). Tinha começado na Fatah com o Yasser Arafat mas o seu extremismo levou-o a perseguir a carreira de terrorista com o seu grupo autónomo. Apesar de nunca ter participado em nehum atentado (dizem que nem uma pistola sabia usar) foi responsável por centenas de atentados pela Palestina ou por puro mercenarismo a soldo de paises como o Iraque. O desvio do Achille Lauro e a vergonhosa execução do Leon Klinghoffer, velhote judeu em cadeira de …
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