A330 da Air France caiu no mar

Tirei esta info do site do aeroporto Charles de Gaulle, 45 minutos depois da hora chegada prevista do avião.

Numéro de vol : AF447 Arrivée prévue à 11:15 *
Départ : RIO INTERNATIONA le 31/05/2009 19:00
Arrivée : PARIS le 01/06/2009 11:15CHARLES DE GAULLE TERMINAL 2 E
Escales : Pas d'escale
Type d'avion : AIRBUS A330-200
Compagnie aérienne : AIR FRANCE
Foi este A330-200, o F-GZCP, saido de Toulouse em 2005.

Algumas ideias preliminares:

Causas:
Sobre raios, já ouvi falar de perturbações eléctricas momentâneas e dum trem de aterragem abrir, no passado. No caso de nuves, se tiver Cumulonimbus, o weather radar mostra a vermelho, e outros pilotos na mesma rota costumam reportar. Mas não era a primeira vez que un avião passava lá e ficava danificado (tipo mossas na fuselagem e vidros rachados). Acho muito estranho isso mandar um avião abaixo.
Pode ter sido, turbolência em altitude (CAT), invisível, imprevisivel a qq sistema ou olho.
Só não me cheira a bomba, porque não parece haver reinvindiacação. Apesar disso, a bomba mandou o avião ao mar no sitio onde as investigações são muito complicadas. Perfeito para quem não quer ser descoberto. Gente a tentar ludibirar seguradoras? Vinganças? Assassínio desmesurado?
Suicidio dos pilotos (como o Egypt Air 767)?
Carga perigosa a bordo que explodiu?
Abatido por engano por militares como Viscount da Aer Lingus ou DC-9 na Italia?

O problema de não se saber aonde caiu:
O contacto radar não abrange zonas de mar, longe da costa. Os aviões reportam a posição por voz usando rádio HF. O sistema que deu o alarme, o ACARS é facultativo e é usado internamente pelas companhias. Não envia dados de posição.
No Atlântico norte existe o RVSM (redução de separaçção entre aviões) com uso primário de GPS, isso obrigatório nessa zona para certas rotas.

Será possível melhorar o reporting de aeronaves em espaço aéreo sem cobertura de radar.
claro, mas custa dinheiro, e para um voo em 10 milhões onde isto acontece....

A esmagadora maioria dos acidentes acontece em espaço áereo controlado e tem a ver com colisões, fases críticas de voo como aterragem e descolagem.

Neste caso, mesmo que se detectasse o avião, não faria grande diferença, porque a razão de não haver comunicação é sintoma de problema irrecuperável.

Duvido que o avião tenha sequer tentado amarar.
Mas se tivesse, a velocidade mínima sem perda dum A330-200 é 110 nós, portanto 200 km/h.Isto com flaps em baixo, o que duvido que tivesse tempo. Nesse caso subia para 120 nós, 215 km/h.

Aterrar no alto mar, sem terra á vista, talvez ainda de noite, a esta velocidade, mesmo com controlo do avião, é o fim mesmo. Asa baixa, basta um motor afundar um pouco, ou bater com uma asa primeiro, e são cambalhotas, desfaz-se a fuselagem, muita gente morre no impacto, e aquilo afunda-se logo levando quem ficou sentado na cadeira. Cenários como o titanic não têm qualquer comparação.

O caso no Hudson foi no rio, de dia, avião mais pequeno, e com navios ao lado. e mesmo assim em 20 amaragens, eram 19 ao fundo.

Mesmo que se soubesse onde foi, mandar para lá helis (navios então...) levaria horas. Se chegassem lá caças da FAB, faziam o quê? mesmo que fossem aviões de patrulha, quando muito atiravam coletes ou jangadas insufláveis, solução pouco útil.

Claro que tem de passar a haver monitorização melhor do que isto.

Mas os acidentes têm é de ser prevenidos. O que terá falhado?

As discussões de sistemas radicais que evitam mortes em acidentes são bem longas. Um exemplo é usar combustível que não arda em caso de acidente. Houve um teste com um combustivel desses pela NASA em que o avião ardeu todo na mesma. Tá no you tube.
Se o combustivel está a ser queimado pelos motores, duvido que se possa mitigar com eficácia o pegar fogo, com os tanques a romperem e fuel derramado lá p dentro.


Neste caso em particular, ninguém deve ter morrido queimado. Alguns dos acidentes recentes com fogo a deflagrar, não resultaram em mortos, porque foram com aterragem controlada e com evacuação a tempo (A340 da AF em Toronto, em 2005, por exo)

Mudar isso arrumava com a aviação, bastava a densidade do mesmo ser maior. Grande parte das medidas de segurança, coletes, portas de emergencia, rafts são inuteis na maior parte dos casos, embora justificadas e com casos de sucesso.

Investigação:
Destroços encontrados a boiar, mas dizem q o resto deve tar a 4-6km de profundidade
Pago para ver recuperarem as caixa negras (DFDR e CVR ) em pouco tempo, se tiverem dentro de um bocado de fuselagem mais ou menos intacto.Tipicamente estão na cauda, para não sofrerem tanto impacto.

Levará 6 meses a 3 anos, imagino. Parece que aquilo está numa zona de montanhas submarinas.
Nem sei se os submarinos q descem a essa profundidade são capazes de cortar chapa por exemplo. Ou prender um cabo. Devem ser para recolher pedras, pequenas perfurações etc. A fuselagem deve estar compactada como carros prensados, devido ao peso da água.

Sonares a detectar bocaditos de metal no fundo do mar tb deve ser pouco usual. Submarinos militares não costumam passar dos 1000 metros de profundidade.Mergulhadores não vão lá isso é certo:)

As anedotas dos media que vão saindo:
- aviões de 2 motores não são seguros
- Airbus é mais perigosa porque usa sistemas electronicos nos comandos
- que detectar o avião mais cedo tinha sido importante p salvar alguem
e esta:
http://sic.aeiou.pt/online/noticias/mundo/ROV+e+um+robot+essencial+em+buscas+como+as+do+aviao+da+Air+France.htm

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