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Hero Honda

Hero Honda

As campanhas da Honda merecem um post só por si. Num país de monopólios em relação a automóveis, as motas não são excepção. Aqui só há 2 modelos de motas: 1 de aceleras e outro de motas 150cc. Não contando com os moto-riquexós, também modelo único. Estas últimas são as “Hero Honda”, uma parceria entre um fabricante local e a Honda. Algo que dá a escolha para o cliente tipo os Trabant na RDA. As motas vendem-se bem não só na juventude, mas como transporte mais barato que carros e eficaz contra trânsito infernal.
Cheguei a ver 4 pessoas, família inteira, montados em linha numa Hero Honda.
Estas HH são modestas em relação aos modelos 250, 500, 750cc e por ai acima. Na TV os anúncios mais frequentes são os da HH, além dos cremes branqueadores. Há 3 anúncios da HH, mas o predominante é uma peça de arte.

Começa com um Eurocopter Dolphin a larger uma HH para cima de um prédio. Depois aparece uma vedeta Bollywood qualquer a fazer umas poses tipo grande maluco da Estrada. A seguir vê-…

O caminho percorrido desde o fim do colonialismo

Um grande líder da História foi o Mohandas Karamchand Ghandi, sem dúvida. Rebentou o modelo de exploração colonialista inglês, de retirar matérias primas, vender produtos made in England para extorquir o capital gerado pela Índia e de se aproveitar da ignorância e pobreza local. O método, inovador, de não alinhamento e não-cooperação tornou impossível qualquer resposta pela força ao mesmo tempo que tirava a autoridade gerada pelo estrangular económico. Aliás o estrangular foi da parte dos indianos, e numa altura em que a Inlaterra estava concentrada na WWII, foi o golpe final em todo o Império Britânico, momento ao qual os Indianos estavam bem atentos, com a despedia de Lord Mountbatten em 1948 a marcar o fim da dominação por uma potência estrangeira.

A mesma fórmula que garantiu a independência já não foi tão eficaz no pós-colonialismo, com a filosofia do Gandhi a ser o atraso geral do Pais. Assentava num remover de ambições humanas (os 7 pecados mortais) de felicidade alcançada com a…

Pluralismo religioso na India

Escrevo apenas sobre o que vi e não no que é a realidade global da nação. A religião hindu predomina, com vários templos de tamanhos diferentes. Em Mumbai entrámos num da (seita?) Jainin. Creio que poder ser vista como o ramo ortodoxo da religião hindu. São vegetarianos radicais (origem dos vegan) ao ponto de não usarem nada de cabedal, não comerem queijo, nem bebem leite (os hindus consideram o leite de vaca uma dádiva dos Deuses), nem comem vegetais que crescem debaixo do solo, entre uma série de excentricidades. No templo que fomos na colina de Malabar, fomos obrigados a tirar os sapatos antes de ir ao interior. Estava com medo que me gamassem os meus, injustificada, dado que sou muito mais alto que qualquer indiano que vi. Os templos estão muito orientados a Shiva com cabeças de elefante por em pinturas e estátuas. O espaço de oração é minúsculo e creio que aquilo não funciona para vindas em massas de fiéis. Nesse havia uma cantina grátis para jainins que serviam apenas arroz com …

A India e o desporto

Aqui é o Cricket e mais nada. É um dos melhores praticantes do mundo com montes de putos a treinar em campos pelos parques e escolas. A Pepsi aposta muito em campanhas onde figuram as maiores estrelas. A Hero-Honda tem um anúncio de motas que parece um vídeo de boys-band, e que aparece um dos actores a fazer um lançamento.

Em Goa vimos um clube filial local do Sporting, que participa num campeonato indiano. Contudo o futebol não tem cá expressão mediática apesar de toda a gente saber que o Cristiano Ronaldo joga no MUtd. É frequente ver campos de basket e futebol, mas os putos jogam é cricket.

Existe uma liga nacional com regras diferentes dos torneios internacionais que levam dias e dias. Esta versão consegue assegurar umas poucas horas e as equipas têm equipamentos coloridos como noutros desportos de clubes. Os bilhetes são caros, rondam os 50 euros. Vi um bocado de um jogo na TV e não percebo como é que da bancada se percebe alguma coisa. Além das bolas atiradas irem com uma grande v…

Toponímia Indiana

Muitas ruas, negócios e monumentos continuam a ter nomes ingleses ou portugueses e a serem chamados assim mesmo que possam ter alternativos em hindu (como Crawford Market em Mumbai, cidade Vasco da Gama em Goa, etc).

As grandes cidades é que sofreram uma razia que ainda baralha muito estrangeiro.
Bombay -> Mumbai
Bangalore -> Bangaloroo
Calcutá -> Kalkota
New Delhi -> Delhi
Madrasta(Madras) -> Chennai.
Benares -> Varanasi

Enfim, cada País é mais que soberano para tomar decisões sobre o que chamar ao seu território.

Modelos de negócio local

A índia parece ser uma terra de grande empreendorismo comercial, mas sem grande visão, organização ou ambição. Os indianos estão sempre a tentar vendar alguma coisa, e a quantidade de lojitas é impressionante. A maior parte tem 20m2, máximo, seja de venda de tlms, um bar, de reparação de carros, de pneus, de mobília, de mármore, artesanato, minimercado, loja de roupa etc. Muitas delas são representantes de grandes marcas como a Vodafone e a DHL. Tudo muito mexido e com vendedores cheios de entusiasmo e boa disposição.
Alguns negócios são muito populares como os “stationary and Xerox” ou vendem matéria de escritório e fazem fotocópias. Papel parece ser caro aqui, porque quando nos dão uma indicação escrita, rasgam sempre um papelito minúsculo para rabiscar alguma coisa. Telemóveis abundam, toda a gente parece ter um e há várias operadores (Tata, Airnet, Loop e Vodafone) com muitas lojas e forte campanha de marketing. A rede parece ser boa em geral. O tema dos call-centres de Bangaloroo…

Matérias primas para consumo na India

Parece haver um enorme défice de matérias primas por cá. Vidro era um grande problema (apesar de areia abundar), carne é escassa, madeira é caríssima (cremar alguém é uma despesa alta), outras coisas como pedras para construção são pouco frequentes. Creio que grande parte do problema terá a ver com o transporte. Não havendo estradas decentes, com camiões pequenos e arcaicos (Tata) que consomem muito e levam pouco, não se pode dizer que este País goze de uma rede logística Just-in-time. A mão de obra é que resolve tudo. O açúcar é raro, e ter diabetes é motivo de orgulho, porque indicia o paciente ser oriundo de classe alta. Parece impossível dada a quantidade de cana de açúcar que se vê cá em Goa.Mesmo plásticos parecem escassos. As tintas com que pintam as casas também não parecem ser de grande qualidade.