Fim do Airbus A310 em Portugal

No mês passado foi desmantelado no aeroporto de Lisboa um Airbus A310 ex-SATA Internacional (era o que estava escrito na fuselagem, apesar do “rebranding” para Azores Arlines). Dos quatro que operou foi o primeiro a ir “à faca”, estando no “Corredor da Morte” desde outubro de 2017.




Permanece “de pé” um A310 ex-SATA em Beja (CS-TGU), e os restantes nos USA, a serem canibalizados. Era o CS-TKN, no qual voei em 2011, num voo noturno Ponta Delgada – Lisboa, que pôs o meu ponto final no “log” de voos em A310. Já nessa altura tinha um interior desfasado da realidade do que se experimentava no longo curso na Europa. Foi a última vez que vi um sistema de entretimento a bordo que recorria a projetores de filme em tela. No exterior uma das, na minha opinião, pinturas mais bem conseguidas do mundo. O açor em forma geométrica, semelhante a um “origami”, patente na lateral dos motores, e visível de dentro da cabine.



Diferia de todos os outros A310 que voaram em companhias nacionais por ter motores Pratt&Whitney PW4000. Os da TAP, White e HiFly eram todos motorizados com o General Eletric CF6. 


O malogrado CS-TKN, nomeado “Macaronésia”, foi entregue à Austrian Airlines em março de 1992, matriculado como OE-LAD. Teve posteriormente registo espanhol e islandês, até ser entregue à SATA em 2007, companhia onde permaneceu a sua última década. Segundo o site Planespotters haverá cerca de 40-50 A310 em serviço, divididos em operadores militares (Alemanha, França, Canadá), civis cargueiros (Fedex), e civis de linha aérea (Air Transat e várias iranianas). Em Portugal resta-nos a Air Transat a operar regularmente com A310, um deles o “Bartolomeu Dias”, que voou na TAP Air Portugal (CS-TEH). O “Vasco da Gama” foi o primeiro A310 em que voei, em 2004, num Madeira-Lisboa, “inbound” de Caracas.



Este, de registo CS-TEW, foi também o primeiro avião de longo curso da Airbus em que voei. Foi também a minha viagem inaugural num “widebody” Airbus. Esteve na Air Transat até ser retirado de serviço e desmantelado em 2013.
Até 2011 fiz uma série de voos em A310 na TAP (CSTEH, CS-TEI e CS-TEX) de Lisboa para a Madeira e para Londres; e na SATA (CS-TGV e CS-TGU) entre Lisboa e Ponta Delgada. Com a chegada dos A330-200, a TAP retirou os seus A310.  A Azores Airlines manteve este modelo na frota, até retirar por completo os “widebodies”, substituindo-os pelos modernos A321NEO.
A Madeira teve o privilégio de receber imensos A310. O Rei Juan Carlos visitou a Madeira a bordo de um, militar.




Quem se lembra do A310 da TAP junto ao Oudinot, em pleno Funchal?




Regularmente tivemos cá o A310 da TAP que fazia a escala na rota de Caracas, os da Hapag Lloyd, e da Eagle Air (francesa, de Paris CGD). As outras nacionais, vinham sobretudo em charters. Das estrangeiras destacou-se pela raridade a TAROM romena. Chegou a haver alguns voos diretos “non-stop” (i. e. sem escala nem em Lisboa nem nos Açores) da Madeira para os EUA, operados pela SATA. A White fez voos charters para equipas de futebol, que vinham defrontar o C. S. Marítimo no Estádio dos Barreiros.






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